quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Na novel interiorana Faculdade de Direito

A isolada cidade ganhara sua sonhada Faculdade de Direito, e ia ela no já-arrecadando-grosso, mas ainda em fase de cercamentos.

Certo de-certo dia, um muar – pra quem não sabe, é burro mesmo! – se apaixonou pelo gramado recém-plantado, adentrou sorrateiro e foi ficando-ficado por ali, aparando tudo antecipado, até arrancante.

Noutra de-certa hora desse daquele-dia, já no à-tardinha do ao-sair de acadêmicas aulas, o pomposo diretor se ia-pombo com seus papiros nos-embaixos-braços no meio do alvoroço alunado e. De inopino bateu distraídos olhos pelas obras que se elevavam; capturou olhado o pastejante lá longe, ao sol, com cara-de-vaca-na-horta, folgadamente bostejando a esmeralda. Indignado com essa concorrência, de plano o tal diretor vociferou para o zelador que aquel’ora lhe estava por:

– Sêo Anacleto, por favor tire logo aquele burro daqui do gramado novo, senão em cinco anos ele sai bacharel!



Fonte: adaptação do Anedotário da Rua da Praia, Edit. Globo, by Renato Maciel de Sá Júnior, ilustre advogado gaúcho.
Imagem: WEB

4 comentários:

  1. Dis-cri-mi-na-ção! Só porque burro! Muitos acadêmicos já conheci que não aparavam e nem arrancavam. Fartamente bostejavam. Só porque gentes, ao termo qüinqüenal se bacharelaram. José Carlos Goulart

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  2. Eita....kkkkk...nem zoo com os acadêmicos heim....que coisa...só vc mesmo Balestra! abraço

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Balestritaaaaaaaaaaa não fala assim! Um dia tu tb esteve no banco de cá!

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