CONSIDERAÇÕES SOBRE A ATUAL POLÍTICA DE SAÚDE PÚBLICA
Muito se fala que os postos de saúde estão sempre lotados. O porquê disso? O bom senso não permite uma resposta simples para uma questão tão complexa. Porém, me atrevo a fazer algumas considerações importantes à respeito de política de saúde pública.
A criação do Programa Saúde da Família (PSF), criado nacionalmente, trouxe uma nova mentalidade à saúde pública. Em sua essência promover a saúde, prevenir doenças e tratá-las. No papel isso é muito bonito.
Mas falando da nossa realidade local, entre tantos outros motivos, a maioria da pessoas que procuram o posto, já estão doentes.
Essas e outras constatações levam a crer que em Maringá o PSF simplesmente não “decolou”. Não é efetivo na sua amplitude e essência. E isso não é culpa dos trabalhadores que fazem parte do PSF. Veja algumas prováveis causas disso:
1-Equipes do PSF estão incompletas. A baixa remuneração não atraí médicos. Prova disso é que a prefeitura já abriu vários concursos, e os médicos não se inscrevem.
2-Faltam veículos para as equipes realizarem as visitas domiciliares. Alguns médicos e enfermeiras chegam a usar seus próprios veículos para isso.
3-Funcionários do PSF são obrigados a realizar funções que não são as suas. Agentes comunitários trabalham na recepção e auxiliares de enfermagem na farmácia dos postinhos. Muitos funcionários do PSF passam boa parte do tempo preenchendo relatórios. Ora, se esses funcionários são obrigados a trabalhar internamente nos postos, obviamente pessoas estão deixando de receber informações e orientações sobre sua saúde.
4-Falta de estrutura física. Em alguns postos as equipes do PSF trabalham em verdadeiros cubículos.
Em resumo se a promoção de saúde não vai à população, a população vai até o posto. Resultado: postos lotados e longas filas.
A atual administração não conseguiu implementar uma política de saúde pública que crie condições para que o Programa Saúde da Família de fato promova a cultura da saúde e não a cultura da doença.
A criação do Programa Saúde da Família (PSF), criado nacionalmente, trouxe uma nova mentalidade à saúde pública. Em sua essência promover a saúde, prevenir doenças e tratá-las. No papel isso é muito bonito.
Mas falando da nossa realidade local, entre tantos outros motivos, a maioria da pessoas que procuram o posto, já estão doentes.
Essas e outras constatações levam a crer que em Maringá o PSF simplesmente não “decolou”. Não é efetivo na sua amplitude e essência. E isso não é culpa dos trabalhadores que fazem parte do PSF. Veja algumas prováveis causas disso:
1-Equipes do PSF estão incompletas. A baixa remuneração não atraí médicos. Prova disso é que a prefeitura já abriu vários concursos, e os médicos não se inscrevem.
2-Faltam veículos para as equipes realizarem as visitas domiciliares. Alguns médicos e enfermeiras chegam a usar seus próprios veículos para isso.
3-Funcionários do PSF são obrigados a realizar funções que não são as suas. Agentes comunitários trabalham na recepção e auxiliares de enfermagem na farmácia dos postinhos. Muitos funcionários do PSF passam boa parte do tempo preenchendo relatórios. Ora, se esses funcionários são obrigados a trabalhar internamente nos postos, obviamente pessoas estão deixando de receber informações e orientações sobre sua saúde.
4-Falta de estrutura física. Em alguns postos as equipes do PSF trabalham em verdadeiros cubículos.
Em resumo se a promoção de saúde não vai à população, a população vai até o posto. Resultado: postos lotados e longas filas.
A atual administração não conseguiu implementar uma política de saúde pública que crie condições para que o Programa Saúde da Família de fato promova a cultura da saúde e não a cultura da doença.


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